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Tolo coração Que ainda bate, Ao sentir a canção. Mas não a arte, E sim a pura paixão
Melodia que não me trás, O amor que tive, A tempos atrás. Amor que não se vive mais.
Amor que ainda é chama, Que arde dentro do peito; E por você tanto clama. Mas parece não ter jeito.
Não tem solução, Apenas essa saudade, Que me aperta o coração, Me matando de paixão.
Carlos Vieira de Carvalho
Escrito por Carlos às 11h48
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SUA FALTA
SINTO A DOR
DESESPERO CAUSADO,
NA FALTA DO SEU AMOR
DESVIA PENSAMENTOS
A TODO O MOMENTO
VIVO ESTE DESALENTO
FALTA O AR
APERTA O PEITO
PARECE NÃO TER MAIS JEITO
VEJO-ME DE BAR EM BAR
PROCURANDO UM PAR
MAS É VOCÊ
QUE DESEJO ENCONTRAR
NÃO DURMO,
APENAS SONHO
ACHO TUDO BISONHO
NÃO TEM MAIS CHÃO
ESMAGA O CORAÇÃO
AMOLECE OS BRAÇOS
IMAGINANDO OS SEUS TRAÇOS
NÃO VOLTA O TEMPO
SOFRO O PRESENTE
LEMBRANDO O PASSADO
QUANDO ESTAVA A SEU LADO
COMO NOSSO AMOR
TRANSFORMOU CARINHO
EM TANTA DOR?
SINTO SEU CHEIRO
SINTO SEU CALOR
DESEJO QUE NÃO ACABA
BEIJOS QUE NÃO TEREI
VIDA VAZIA
DESEJANDO QUE UM DIA
VOCÊ APAREÇA
Calos Vieira de Carvaho
Escrito por Carlos às 18h32
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Negativas
Não quero sentir,
Não posso mentir!
Não tenho onde ir
Não posso partir.
Não sei o que busco,
Não sei o que quero,
Me sinto no escuro
Do presente obscuro.
Apenas levo a vida
Antes que seja esquecida,
Nesta rua sem saída
Sem ter ponto de partida.
Não tenho mais volta,
Não quero revolta!
Não tenho ação,
Não busco a razão.
Não sei se agüento
Não posso! Mas tento,
Não sinto aflição,
Sou pura emoção.
Encaro sua ida,
Como ponto de partida.
Encontro uma saída,
Em um futuro sem vida.
Não quero a morte,
Não sou tão forte,
Encaro minha sorte,
Como encaro a um corte.
Não sou mais razão,
Vivo está paixão.
Não me contenho,
Não sei o que tenho!
Não sou brilhante,
Não estou distante,
Até te espero,
Mas isso eu não quero.
continua abaixo
Escrito por Carlos às 23h33
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Não consigo andar,
Não agüento correr.
Não te engano,
Pois conheço este dano.
Não vou mais fugir,
Do que quero sentir,
SEI QUE TE AMO,
Não cometo este engano!
Não posso esperar,
Mas desejo aceitar.
Não passa o tempo,
Mas aguardo o momento.
Não imagino quando,
Mas vou caminhando.
Não tenho destino,
Em outro cassino.
Jogo à sorte,
Não me arrisco à morte,
Não perco! Não ganho!
Acho tudo muito estranho.
Não vejo o medo,
Não escolhi a dedo,
Não é meu desejo,
Não encerro o ensejo.
Não há distância,
Não há discrepância,
Existe uma ânsia,
Com muita tolerância!
Enxergo outra vida,
Não ouço negativas.
Não existem partidas,
Procuro saídas.
Não obscuro o presente,
Não me sinto carente,
Desejo encontrar
VOCÊ PARA AMAR!
Carlos Vieira de Carvalho
Escrito por Carlos às 23h32
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Meu Amor
Amor passivo
Por ti, vivido,
Por mim, sofrido
Doido no peito
Impresso na alma
Não tento lutar
Só quero me entregar,
Não tento viver
Sem dele sofrer
Em meio a pensamentos
Encontro-me perdido,
Misturo sentimentos
Nos momentos desatentos
Certeza? Apenas uma.
Não encontro palavras,
Para esta lhe contar
Apenas a volúpia,
Da vontade de te amar.
Carlos Vieira de Carvalho
Escrito por Carlos às 23h24
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Quando penso em você me sinto flutuar, me sinto alcançar as nuvens, tocar as estrelas, morar no céu...
Tento apenas superar a imensa saudade que me arrasa o coração, mas, que vem junto com as doces lembranças do teu ser.
Lembrando dos momentos em que juntos nosso amor se conjugava em uma só pessoa, nós ...
É através desse tal sentimento, a saudade, que sobrevivo quando estou longe de você. Ela é o alimento do amor que encontra-se distante...
A delicadeza de tuas palavras contrasta com a imensidão do teu sentimento. Meu ciúme se abranda com tuas juras e promessas de amor eterno.
A longa distância apenas serve para unir o nosso amor. A saudade serve para me dar a absoluta certeza de que ficaremos para sempre unidos...
E nesse momento de saudade, quando penso em você, quando tudo está machucando o meu coração e acho que não tenho mais forças para continuar; eis que surge tua doce presença, com o esplendor de um anjo; e me envolvendo como uma suave brisa aconchegante.
Escrito por Carlos às 18h51
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Ó retrato da morte! Ó Noite amiga, Por cuja escuridão suspiro há tanto! Calada testemunha de meu pranto, De meus desgostos secretária antiga!
Pois manda Amor que a ti somente os diga Dá-lhes pio agasalho no teu manto; Ouve-os, como costumas, ouve, enquanto Dorme a cruel que a delirar me obriga.
E vós, ó cortesãos da escuridade, Fantasmas vagos, mochos piadores, Inimigos, como eu, da claridade!
Em bandos acudi aos meus clamores; Quero a vossa medonha sociedade, Quero fartar meu coração de horrores.
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Escrito por Carlos às 13h06
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Enlouquece quem ama - é um delírio
da mocidade, porém mais amarga
sua cura, quando nossos ídolos despem
um a um os encantos, que os vestiam,
e mais valor não vemos, nem beleza,
fora do que ideamos; mas ainda
esse fatal condão nos prende e impele,
semeando ventos e tufões colhendo.
O tenaz coração, sua alquimia
começada, mais perto julga o prêmio
e ter mais ganho, quando perdeu tudo.
Da sua própria beleza adoece o espírito,
com falsas criações febricitando:
Onde a alma do escultor apanha as formas?
Em si só. Pode ser a natureza
tão bela? Onde os encantos, e as virtudes,
que ousamos conceber, quando meninos,
e em homens perseguimos - paraíso,
que de alcançar desesperamos, quando
pena e pincel de mais sobrecarregam
a página, em que florido o quiséramos?
Lorde Byron
Escrito por Carlos às 12h46
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AUTOPSICOGRAFIA
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não tem.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
Poemas
Escrito por Carlos às 15h06
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VERSOS INTIMOS
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi a tua companheira inseparável
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!
Augusto dos Anjos
Eu e Outras Poesias
Escrito por Carlos às 14h46
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A carta que não foi mandada
Paris, outono de 73 Estou no nosso bar mais uma vez E escrevo pra dizer Que é a mesma taça e a mesma luz Brilhando no champanhe em vários tons azuis No espelho em frente eu sou mais um freguês Um homem que já foi feliz, talvez E vejo que em seu rosto correm lágrimas de dor Saudades, certamente, de algum grande amor
Mas ao vê-lo assim tão triste e só Sou eu que estou chorando Lágrimas iguais E, a vida é assim, o tempo passa E fica relembrando Canções do amor demais Sim, será mais um, mais um qualquer Que vem de vez em quando E olha para trás É, existe sempre uma mulher Pra se ficar pensando Nem sei... nem lembro mais
in
Escrito por Carlos às 21h08
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Como ainda não consigo usar este trem direito, estarei fazendo alguns testes nas próximas semanas, até que eu consiga aprender como isso funciona, casa alguém queira publicar algum texto neste blog peço que este seja enviado para cvcarvalho80@uol.com.br.
Agradeço a todos que participarem!!!!
Escrito por Carlos às 20h59
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