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A carta que não foi mandada
Paris, outono de 73 Estou no nosso bar mais uma vez E escrevo pra dizer Que é a mesma taça e a mesma luz Brilhando no champanhe em vários tons azuis No espelho em frente eu sou mais um freguês Um homem que já foi feliz, talvez E vejo que em seu rosto correm lágrimas de dor Saudades, certamente, de algum grande amor
Mas ao vê-lo assim tão triste e só Sou eu que estou chorando Lágrimas iguais E, a vida é assim, o tempo passa E fica relembrando Canções do amor demais Sim, será mais um, mais um qualquer Que vem de vez em quando E olha para trás É, existe sempre uma mulher Pra se ficar pensando Nem sei... nem lembro mais
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Escrito por Carlos às 21h08
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Como ainda não consigo usar este trem direito, estarei fazendo alguns testes nas próximas semanas, até que eu consiga aprender como isso funciona, casa alguém queira publicar algum texto neste blog peço que este seja enviado para cvcarvalho80@uol.com.br.
Agradeço a todos que participarem!!!!
Escrito por Carlos às 20h59
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