Escrito por Carlos às 13h06
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Enlouquece quem ama - é um delírio
da mocidade, porém mais amarga
sua cura, quando nossos ídolos despem
um a um os encantos, que os vestiam,
e mais valor não vemos, nem beleza,
fora do que ideamos; mas ainda
esse fatal condão nos prende e impele,
semeando ventos e tufões colhendo.
O tenaz coração, sua alquimia
começada, mais perto julga o prêmio
e ter mais ganho, quando perdeu tudo.
Da sua própria beleza adoece o espírito,
com falsas criações febricitando:
Onde a alma do escultor apanha as formas?
Em si só. Pode ser a natureza
tão bela? Onde os encantos, e as virtudes,
que ousamos conceber, quando meninos,
e em homens perseguimos - paraíso,
que de alcançar desesperamos, quando
pena e pincel de mais sobrecarregam
a página, em que florido o quiséramos?
Lorde Byron
Escrito por Carlos às 12h46
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