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Negativas

 

Não quero sentir,

Não posso mentir!

Não tenho onde ir

Não posso partir.

 

Não sei o que busco,

Não sei o que quero,

Me sinto no escuro

Do presente obscuro.

 

Apenas levo a vida

Antes que seja esquecida,

Nesta rua sem saída

Sem ter ponto de partida.

 

Não tenho mais volta,

Não quero revolta!

Não tenho ação,

Não busco a razão.

 

Não sei se agüento

Não posso! Mas tento,

Não sinto aflição,

Sou pura emoção.

 

Encaro sua ida,

Como ponto de partida.

Encontro uma saída,

Em um futuro sem vida.

 

Não quero a morte,

Não sou tão forte,

Encaro minha sorte,

Como encaro a um corte.

 

Não sou mais razão,

Vivo está paixão.

Não me contenho,

Não sei o que tenho!

 

Não sou brilhante,

Não estou distante,

Até te espero,

Mas isso eu não quero.

 

 continua abaixo

 



Escrito por Carlos às 23h33
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Não consigo andar,

Não agüento correr.

Não te engano,

Pois conheço este dano.

 

Não vou mais fugir,

Do que quero sentir,

SEI QUE TE AMO,

Não cometo este engano!

 

Não posso esperar,

Mas desejo aceitar.

Não passa o tempo,

Mas aguardo o momento.

 

Não imagino quando,

Mas vou caminhando.

Não tenho destino,

Em outro cassino.

 

Jogo à sorte,

Não me arrisco à morte,

Não perco! Não ganho!

Acho tudo muito estranho.

 

Não vejo o medo,

Não escolhi a dedo,

Não é meu desejo,

Não encerro o ensejo.

 

Não há distância,

Não há discrepância,

Existe uma ânsia,

Com muita tolerância!

 

Enxergo outra vida,

Não ouço negativas.

Não existem partidas,

Procuro saídas.

 

Não obscuro o presente,

Não me sinto carente,

Desejo encontrar

VOCÊ PARA AMAR!

 

Carlos Vieira de Carvalho

 



Escrito por Carlos às 23h32
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Meu Amor

 

Amor passivo

Por ti, vivido,

Por mim, sofrido

Doido no peito

Impresso na alma

 

Não tento lutar

Só quero me entregar,

Não tento viver

Sem dele sofrer

 

Em meio a pensamentos

Encontro-me perdido,

Misturo sentimentos

Nos momentos desatentos

 

Certeza? Apenas uma.

Não encontro palavras,

Para esta lhe contar

Apenas a volúpia,

Da vontade de te amar.

 

Carlos Vieira de Carvalho



Escrito por Carlos às 23h24
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